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22/12/2018 - 15:38h
BICUDO JK - A HISTÓRIA DE UMA LENDA

Nome: JK
Filiação: Mateiros
Anel: FBCB 84/85 ABCL 11 020
Espécie: Bicudo-verdadeiro
Sub-espécie: Oryzoborus maximiliani maximiliani
Tipo de canto: Goiano Liso
 
 
Quando recebi a fita gravada pelo Aloísio Pacini Tostes com o depoimento do Paulo Roberto Milian, de São José do Rio Preto sobre o bicudo JK, pensava em contar a história deste maravilhoso pássaro iniciando diretamente por falar dele.
 
Depois de ouvir a fita concluí que deveria iniciar a história prestando uma homenagem ao Mário Luiz Ferreira Antunes da cidade de Lins, falecido no ano de 2000, pois ele foi o grande  responsável por este pássaro ter deixado uma geração de descendentes de excelente qualidade,  como veremos a seguir.
  
Nossa história tem início no ano de 1986 na praça da Bandeira, na cidade de Lins em SP, onde os passarinheiros da cidade costumavam se encontrar. Foi para lá que se dirigiu o Mário, pois ele  procurava um bicudo para gala uma fêmea que possuía.
 
O Mário viu o JK e soube que o proprietário o estava vendendo. Ele fez uma oferta e o proprietário disse que o pássaro era valente, mas que não sabia se era galador ou não.
 
O Mário adquiriu o pássaro mesmo assim, e naquele momento estava passando 2 a 3 cantos.
 
Assim que ele comprou e deu umas voltas pela praça e o danado disparou a cantar, sendo que  o antigo dono tentou desfazer o negócio, mas o Mário que já havia pago o preço pedido, pegou  a gaiola e foi embora.
 
Estima-se que quando ele veio para as mãos do Mário tinha cerca de 4 anos de idade. Era mateiro, sendo que se acredita que tenha vindo do Estado de Goiás, e passando por Marília.
 
Quem o vendeu para o Mário foi o Sr Joaquim Cafelândia, que comercializava pássaros  ornamentais, daí a derivação do nome JK.
 
Dizem que ele foi trocado por uma fêmea de curió que pertencia ao Sr Joaquim. 
 
O Bicudo JK usava anilha aberta FBCB 84/85 ABCL 11 020.
 
Uma passagem que nos conta o filho do Mário, o Márcio, diz que quando o Mário chegou em sua casa com o JK, recém adquirido, ele estava
 preocupado com a reação da sua esposa Dna, Maria Luiza, (qual o passarinheiro que nunca passou por esta situação ??? ) por ter pago um
 valor elevado nele, porém ela como sempre o apoiou , disse : “ mais vale um gosto do que dinheiro no bolso “.
 
Quando chegou em sua nova casa, JK viu uma fêmea e ficou louco, cantando cada vez mais, até que 2 meses depois a fêmea já estava galada
 e dando o seus primeiros filhotes. Logo na primeira cruza nasceu o Terrível, bicudo muito repetidor.
 
Uma das passagens inesquecíveis deste pássaro ocorreu em Lins, quando o falecido Sr Scatena viu o JK passar uma infinidade de cantos e
 inclusive botar para correr um bicudo do também falecido Pelé além de dois outros bicudos que estavam na área treinando para um  torneio do dia seguinte. O Sr.Scatena ficou maravilhado pelo JK e pediu para o Mário colocar preço. A disputa foi feroz, com o Sr Scatena
 insistindo em comprá-lo, inclusive dizendo para o Mário que o Escurinho ( bicudo de propriedade do Sr Scatena ) tinha preço, porque o JK
 não ?
 
O Mário respondeu que o Escurinho podia ter preço, mas o JK não e acabou não vendendo. Naquele dia o Mário poderia ter vendido o JK
 pelo preço que quisesse, porém a sua paixão pelo pássaro falou mais alto, além desta tentativa, por várias vezes outros passarinheiros
 tentaram comprá-lo, mas sem sucesso.
 
Depois disto, o Pedro Junqueira, que já possuía um excelente bicudo de nome Riscado e queria criar com o JK, pediu para o Paulo Roberto
 Milian consultar o Mário para ver se ele vendia. O Mário finalmente concordou e pediu uma quantia bastante alta para a ocasião.
 
Depois ficaram negociando e nestas idas e vindas o Mário propôs fazer uma sociedade a três, sendo que os outros dois (Pedro Junqueira e
 Paulo Roberto Milian) dariam uma quantia a ele, que cederia o JK para criar e ficaria com 6 filhotes em cada temporada.
 
Foi daí que nasceram novos filhotes repetidores : Apolo, Guerreiro, Garrincha, Foguinho.
 
Ele deu certo até com uma fêmea parazinha de nome Sapatão com quem teve excelentes filhotes repetidores, entre eles o Bicudo Pedro I,
 hoje de propriedade do Sr Hamilton Cesar.
 
Uma característica marcante deste pássaro era que ele dava bons filhotes com qualquer fêmea.
  
Conta-se que foi em um torneio em Ribeirão Preto que ele mais repetiu ( 47 cantos sem parar ) o que o consagrou.
 
O primeiro torneio do qual participou foi em Pirassununga, ficando em terceiro lugar. Depois disso ele participou em Lins, ganhando em  primeiro lugar, sendo que se tornou imbatível na categoria peito de aço. Dizem que quando o Mário chegava com o JK os concorrentes  desanimavam e diziam “ lá vem o JK “ “o capeta “.
 
Alguns dos descendentes do JK que hoje fazem sucesso e que estão dando descendentes com muita qualidade:
 
O Bicudo Apolo pertencente ao Sr José Carlos Gradela de São José do Rio Preto, SP. - Recentemente o Sr.Gradela recusou uma alta oferta por    um pardo filho do Apolo.
 
O Bicudo Latino do Sr. Sinval do Amaral de Dracena, SP.
 
O Bicudo Guerreiro do Sr. Eider de Bauru, SP.
 
O Bicudo Pedro Primeiro atualmente está com Sr Hamilton Cesar, Patrocínio, MG.
 
O Bicudo Boca de Ferro, fazendo muito sucesso atualmente.
 
O Bicudo Paco Rabane do Sr. Wagner Marques, São Paulo, SP.
 
Recentemente surgiu uma cruza de descendentes do JK com uma fêmea chamada Luiza Brunet (nome dado por sua beleza), e que esta
 gerando filhotes  maravilhosos, sendo que 70% das fêmeas que saem mutação ou de coloração canela.
 
O Bicudo Granfino do Sr. Geraldo Magela em São Paulo, SP.
 
 O JK morreu em 1999, aparentemente vitimado pela coccidiose, alguns meses depois que o Mário o havia trazido de volta para casa, da
 fazenda do Pedro Junqueira em Presidente Epitácio. Pouco tempo antes, já havia morrido outro bicudo de sua propriedade, de nome
 Foguinho.
 
Antes de morrer ele deixou mais um filhote, de 1999, que hoje está com o filho do Mário.
 
Uma passagem emocionante desta história diz respeito ao momento em que o Mário comentou com o Paulo Roberto Milian que havia
 morrido o Foguinho, o JK e só faltava ele morrer também. Pois pouco tempo depois disto o Mário veio a falecer, no ano de 2000.
 
Uma grande alegria é saber que o filho do Mário, o Márcio José Antunes, que hoje mora em Lins, esta dando continuidade à criação, com
 filhos e netos do JK, perpetuando assim a raça deste extraordinário bicudo. Inclusive uma curiosidade é que o Márcio teve o cuidado de
 congelar o JK no freezer.
 
Posteriormente o Sr; Stênio Ferreira dos Anjos da cidade de Cotia - SP, junto com o Sr; Admilton Port da cidade de Vargem Grande Paulista -
 SP, adquiriram o JK e o Foguinho congelados parcelando o pagamento em 12x e levaram para o Laboratório Unigen em Santana - SP,
 onde foi feito a coleta do figado para exames de DNA e Centificado de Identidade Genética ( CIG ).
 
Graças a o erforço destes grandes criadores hoje temos a referência do sangue do grande JK genotipado.
 
Na ocasião também adquiriram um filho do JK o grande J QUEST.
 
Colaboraram na elaboração desta história: Paulo Roberto Milian de S.José do Rio Preto;  Aloísio Pacini Tostes de Ribeirão Preto e
 Márcio José Antunes de Lins.
Escrito por Paulo Schiavon - em 26/12/2003.
Adição de texto continuidade da história:
Por Denis de O. Kogl de Embu das Artes; Stênio Anjos Ferreira de Cotia e Admilton Port de Vargem Grande Paulista.
 
Filhos do Bicudo JK que foram responsáveis pela continuidade desta genética.
 
O Bicudo JK teve inúmeros filhos e filhas não da para saber ao certo a quantidade, alguns estão vivos até hoje outros já se foram. Pela idade avançada, filhos e filhas ainda existentes já estão no limite da idade de reprodução ou não se reproduzem mais. Fizeram com excelência a  transmissão desta genética para as futuras gerações.
 
Temos as fotos de alguns filhos mais famosos por serem grandes raçadores desta genética, transmitindo às qualidades de repetição, e aprendizado de canto perfeito para seus descendentes. Também nos tempos de hoje alguns descendentes estão demosntrando que tem aptidão para torneios de fibra.

A cada temporada de criação que se passa está maravilhosa genética se multiplica em todo Brasil através de muitos criadores. Na minha humilde opinião a genética do bicudo JK é uma das mais completas que existe, todos os descendentes do JK tende a ter muita repetição de natureza, alguns herdam a tendência para canto perfeito outros para fibra.

Hoje em dia os resultados dos torneios e campeonatos realizados em todo Brasil nos mostram que netos, bisnetos, trinetos, tetranetos estão sendo campeões nas modalidades de canto e também de fibra, ou ficando pelo menos entre os 10 melhores do Brasil, é fato já comprovado que está genética também está dando bons resultados se misturando com outras genéticas principalmente as de fibra.

O Bicudo JK e seus filhos Apolo, Latino, Pedro Primeiro, Supimpa e J QUEST tem o genótipo (CIG) do seu DNA armazenado no laboratório Unigen de São Paulo - SP, e são referências para comparação de descendentes que haja verdadeiro vínculo genético com a raça.

O
Criatório Tom Menor tem a felicidade de ter está genética no plantel, dando continuidade na raça da Lenda JK através das linhagens dos Bicudos Apolo, Latino, JK Junior, Batuta, Garrinchinha e das filhas Bicuda Max e Lígia.
 

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